Thursday, February 23, 2006

Enquanto caí-a

Cada vez mais teu
Conquistado pelo provar do teu olhar
Absorvido pelo perfume que emanas
Mas é nas incertezas que vivo
Rodeado por listas de sonhos

Aqui onde o vento equilibra oceanos e continentes
Onde o mar recorda os erros cometidos
É cada vez mais teu o ar que respiro
Aconteceu, já não me recordo quando
Mas conseguiste-me encontrar

Agora vivo na esperança que continues a escrever o livro que começas-te
Guardo em mim todo o silêncio, todas as paragens no tempo
Que o teu olhar provoca
Quero mais, quero soprar todos os teus medos
Quero-te fazer sorrir, quero-te aqui

Neste tempo em que me alcanças-te, onde tudo parece ser perfeito
Onde nem por um segundo te esqueço
Onde a questão “encontraste o que procuravas” me mantém prisioneiro
Desejo chorar nos teus olhos, no teu rosto, nos teus lábios

Aqui neste chão frio, sinto o meu corpo
Recordo o suster da respiração durante todo tempo enquanto caía
Enquanto via o caminho já percorrido
Mas tu és o meu chão

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